Archive for the ‘minissaia’ Category

Sexo, abacaxi e feijão

fevereiro 23, 2010

por minissaia

Será que quem sofre de Distúrbio de Déficit de Atenção tem problemas no sexo? Afinal, os aplacados por este mal têm uma enorme dificuldade em se concentrar e é engraçado como mesmo um ato tão instintivo e animalesco como o sexo também requer capacidade de foco e concentração.

Tenho uma amiga que estava no maior bem-bão, com o cara mandando bem e tudo, mas, de repente, não mais que de repente, uma imagem pulou em sua cabeça. Ela não sabe dizer se foi sede, se foi um desejo reprimido, mas a verdade é que um grande copo de suco de abacaxi gelado apareceu em sua mente. E era só nisso que ela conseguia pensar. Naquele copo alto, suado pela baixa temperatura, cheio, lotado, de suco de abacaxi. Pega daqui, mete dali, e lá estava o suco de abacaxi. E o detalhe, não do sexo, do suco, era o guarda-chuvinha colorido, daqueles de enfeitar drink. Vai ver não era só suco de abacaxi e, sim, uma piña colada. Beijos, mãos e sexo… e o diabo do suco de abacaxi, com um guarda-chuvinha de papel colorido.

Ao ouvir essa estória, um amigo confessou que, uma vez, durante o sexo, começou a pensar num prato de feijão. Feijão!!! Ainda menos sexy que o suco de abacaxi. Um, pelo menos, refresca, é docinho. O outro, dá gases. Puns e sexo não combinam. Sexo e um prato de feijão quentinho… será que tinha louro e lascas de bacon?

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A síndrome do bonzinho

janeiro 25, 2010

por minissaia

Eu sei que já escrevi sobre a maldade que a maioria das mulheres faz com os bonzinhos. Sobre como vivemos exigindo disponibilidade, mas quando a temos, acabamos abusando do cara ou até maltratando-o. Resolvi bater na mesma tecla de novo, porque, recentemente, tenho reparado que, de fato, as mulheres modernas, fortes e independentes têm valorizado cada vez mais os homens um pouco durões, indisponíveis e teimosos. Não é o caso de querermos homens abusivos, conservadores ou ‘tóxicos’.

Mas acho que toda mulher que passa por um namorado que sempre concorda ou que sempre cumpre nossas ordens ou que sempre abaixa a orelha quando berramos, acaba querendo um cara que a desafie, que a surpreenda. E a melhor forma de surpreender uma mulher é não fazer o que ela estava esperando na hora em que ela estava esperando. Este texto, porém, não vai explorar a perspectiva feminina do caso, mas tentar compreender e ajudar o outro lado: o dos meninos bonzinhos.

Um dos aspectos mais intrigantes do bonzinho contemporâneo é o fato de que ele não é necessariamente nerd, feio ou apático ao extremo. Pelo contrário, hoje, há vários gatíssimos, inteligentes e independentes rapazes que acabam entrando no padrão bonzinho-que-um-dia-é-largado. Por que isso acontece com eles? Simplesmente porque foram criados acreditando na importância da comunicação no relacionamento, na importância de valorizar a mulher e respeitar seus desejos. Eles se esforçam para sempre aceitar a vontade feminina e, mais, sempre acatar todos os seus pedidos, acreditando que, assim, estarão contribuindo para o relacionamento, e sendo homens verdadeiramente modernos e à vontade com uma postura mais feminista.

 O que esqueceram de avisá-los é que os desejos femininos e sua vontade de comunicação nem sempre são coerentes ou mesmo válidos. Somos muito hormonais e emotivas para sempre termos um tema super relevante e equilibrado para discutir. Às vezes provocamos discussões no namoro só pra desabafar, para brigar, para despejar nossa TPM em alguém. E como o bonzinho se sente na obrigação cavalheira de se manter por perto nesse momento, ao invés de soltar um ‘quando você tiver algo válido para falar, me liga’, acabamos inundando o pobrezinho com comentários maldosos e nem sempre verdadeiros a respeito de nossos sentimentos, desejos e vontades dentro do relacionamento.

 O erro do bonzinho é não saber quando parar de dar corda para a neurose feminina. Essa corda que a mulher vai pedindo é a mesma que ela usa para enforcar o namoro no final. Parece cruel, parece machismo, mas, vai por mim, tem muita, muita mulher que namora um bonzinho para se fortalecer até encontrar um cara que ‘a ponha no seu lugar’, através de menos disponibilidade, menos DR, menos corda para nossas paranóias, ciúmes, TPMs e hormônios. O cara foda não precisa ser um crápula.

 Faço questão de frisar isso. Mas é que ele sabe ou pelo menos finge saber a hora de parar de atender aos pedidos femininos, pois estes podem ser intermináveis. Nós somos gulosas emocionais. Enquanto nos ouvirem, nós falaremos. Enquanto nos atenderem, nós exigiremos. Enquanto nos idolatrarem, nós vamos aproveitar a massagem no ego. O problema é que este estilo de relacionamento cansa a mulher depois de um tempo. E aí que o pobre do bonzinho, compreensivo, atencioso e excessivamente disponível e carinhoso, toma um pé na bunda. Rapazes, vocês não serão menos cavalheiros se soltarem um ‘não, não vou fazer isso por você, porque isso não é relevante para nosso relacionamento’.

Vocês não serão machistas por tentarem afrouxar a coleira que se deixam colocar para provar sua fidelidade. A mulher não sabe valorizar o cara disponível demais, porque, infelizmente, somos treinadas a testar o amor de um homem o tempo todo, por conta dos eternos padrões sociais de ‘todo homem é galinha’, ‘nunca confie num homem’, ‘só casa quem sabe botar freio no homem’. Não é nossa culpa, mas também não é culpa dos bonzinhos. Uma mulher gosta de tomar um forinha de vez em quando. Principalmente aquelas que passam o dia inteiro mandando no trabalho, na empregada, nos filhos, enfim, comandando a própria vida com pulso de ferro e ensinando os outros o tempo todo. Sentimos uma necessidade de uma insegurançazinha aqui, outra ali (nada de exagero!), para nos mantermos motivadas e interessadas no relacionamento.

Precisamos de um cara que diga ‘eu vou fazer do meu jeito’ ao invés de um que sempre acha que estamos certas. Não há nada de errado em dispensar uma DR na época da TPM. Muito pelo contrário. Dependendo da TPM, isso é questão de bom senso ou até de sobrevivência. Pensem nisso

A arte da paquera

dezembro 18, 2009

(por minissaia)

Aí um conceito universal do mundo dos relacionamentos. Todo mundo sabe o que é paquerar e a importância dessa fase antes de qualquer ficada e, conseqüentemente, de qualquer namoro.

Apesar dessa universalidade de conceito, as características da paquera mudam muito de tribo para tribo. Peguemos as frases de abertura dos homens, por exemplo. Para um playboy, nada mais eficiente do que dizer “tenho uma Z4”, “meu pai é dono do Pão de Açúcar”, e “tenho meu próprio escritório de advocacia desde os meus 18 anos”. Para a galera natureba, a frase já teria que circular ao redor de “apóio o desenvolvimento sustentável”, “lasanha de tofu é meu prato favorito”, e “faço meus sapatos de hemp”. Para os emos, a paquera provavelmente começa com um “tentei me matar três vezes mês passado, porque meus pais não entendem minha dor de jamais conhecer o vocalista do Simple Plan”.

Do lado feminino, porém, a coisa tende a ser um pouco mais uniforme e generalizada, a começar pelo fato de que a paquera feminina é vista mais como gestual do que verbal. A bem da verdade, isso ocorre porque a maioria dos homens puxa o papo, mas logo está pensando em que sutiã ela está usando, ou se ela é daquelas que dá na primeira noite, então, eles acabam não notando os sinais da paquera na conversa em si, o que é uma pena.

Alguns sinais, hoje, são até batidos. Mão alisando o cabelo o tempo todo, “contato manual” excessivo, risos abundantes mesmo das piadas mais idiotas. Algumas chegam a forçar a barra e tentar uma cara modelete com a boca ficando um pouco mais pronunciada e os olhos um pouco mais cerrados. Aquela cara de capa da Elle ou de quem tá saindo de um lugar com muita fumaça de gelo seco.

Na parte verbal – ainda que ignorada pela maioria dos homens – vale muito prestar atenção se ela está apresentando ‘a melhor versão de si mesma’ ou ‘desencanada amorosamente’, para não dar a impressão de compromisso imediato: “Ah, eu não sou ciumenta, não”, “eu e meu ex terminamos super na boa”, “as pessoas não se permitem mais só conhecer as outras na noite, né? Tipos, sem compromisso, né?”.

Tá certo, não falei nada de novidade até agora. Mas aqui vem a bomba: rapazes, se liguem! A arte da paquera é muuuuuuito mais fácil do que vocês imaginam e sua insegurança normalmente é a única coisa que caga tudo. Isso porque, se a mina parou para ouvir a sua primeira frase, vão por mim, ela já gostou do que viu.

As mulheres têm a capacidade de fazerem uma seleção rápida, com base em uma complexa análise de detalhes – só no investimento posterior, já na fase de namoro, é que ela dedica seu tempo para valer. Isso porque as mulheres são muito de química, de empatia imediata. Se você chega perto e ela não tá afim, você vai sacar na hora, pois ou ela vira a cara mau humorada e irritada pela sua audácia. Ou então, se ela estiver sendo meramente diplomática, vai até te ouvir, mas vai ficar olhando ao redor, procurando algum conhecido, vai dar respostas sinceras demais ou resumidas demais (mulheres não são monossilábicas por natureza!) ou vai dar um jeito de te entediar com o silêncio dela até você vazar. Não leve para o lado pessoal. O gosto é dela. Parta logo para outra!

Dessa forma, aqui seguem as dicas da paquera masculina:

1 – Curta a noite antes. Não parta direto para a paquera. Faça reconhecimento de terreno, selecione umas duas ou três garotas para abordar depois, converse muito com seus amigos, gaste seu repertório de piadas imundas com eles, ria muito, aproveite sua noite como se você já tivesse uma namorada, e não como se estivesse caçando uma nova.

2 – Não apele na birita. Uma das razões principais para levar um ‘não’ precocemente é chegar sem perceber que falou “voxê zem zempre por aqüi?”, com aquele bafão sinistro na cara da mina que não está de chapinha e maquiagem para um bebum vir desperdiçar seu tempo. Uma bebidinha é bom para dar aquela “soltada”, mas passar da conta é pedir para levar um fora.

3 – Observe. Antes de partir para o ataque, tente “ler” seu alvo. Ela é mais tímida ou mais descolada? Fala alto? Fala muito? Está alegre? Está numa noite só de mulherada ou está disponível? Tudo isso é material para você criar uma abordagem mais natural, mais em sintonia com o perfil dela, pois as mulheres sentem de longe o cheiro de pólvora no cara que está “atirando para todo lado”. A observação prévia ajuda a garantir aquela sensação de que você quer conhecer ela. E não comer qualquer uma.

4 – Explore.seu.senso.de.humor. Mulheres ADORAM caras engraçados. Vocês não estão entendendo. Mulheres AMAM um cara que as faça rir. E para isso, não precisa decorar um repertório de piadas prontas. Seja sagaz, faça comentários sinceros, mas brincalhões, e pode soltar um pouquinho da sua maldade feminina falando mal da roupa de alguém no local. Sem exagerar. Ela tem que saber que você é espirituoso e não simplesmente maldoso.

5 – A dica mais simples é, ao mesmo tempo, a de mais complexa absorção. Esta é, realmente, a dica mais importante para um homem. Não apenas na paquera, mas em sua atitude na vida. Aqui vai: chegue chegando. Não, eu não disse “chegue agarrando”. Chegar chegando é uma questão sutil, de pura atitude. A mulher bonita pode ser muito intimidante para o “homem comum”, porém, sinceramente, ela pode ser linda, mas está no mesmo estabelecimento que você. Provavelmente com a mesma quantidade de amigas(os) que você. Com uma roupa proporcionalmente tão cara quanto a sua. Com escolaridade e classe social não muito distante das suas.

Então, vai chegar com cabeça baixa pra quê? Tá devendo alguma coisa para ela até esse momento? Passou uma venérea para alguma amiga dela? Então, CARA, chegue chegando, feliz, confiante, com cara de quem está na vida para conhecer alguém legal, mas sem desespero.

Ao contrário do que muitos pensam, nem precisa apelar para o ‘se você não me quiser, tem um monte de outras vadias para eu pegar’. Não, isso não é muito século XXI e é completamente desnecessário na hora de abordar. Tente apenas transmitir a sensação de ‘gostei de você, mas se você não gostar de mim, fique tranquila, não vou morrer por isso…nem um pouco’. Parece fácil, mas não é. Essa dicazinha demanda auto-estima, auto-confiança, assertividade e segurança na própria pele. E são essas as características mais desejáveis em um homem!! Saiba quem você é, antes de tentar saber que é ela.

As mentiras da maternidade

novembro 29, 2009

por minissaia

Pausa nos relacionamentos românticos. Sei que a maioria dos leitores está em outra fase de vida, mas eu preciso escrever sobre como as mulheres são enganadas em relação à maternidade. Para variar, nós somos levadas a carregar uma tonelada de culpa por não nos encaixarmos perfeitamente naquilo que nos dizem ser o comportamento NORMAL de uma mulher. Então, vamos lá:

1. nem toda mulher – mesmo que feliz pelo fato de ver o teste positivo – vai virar a encarnação da Mãe Natureza no segundo que souber que está grávida. elas não vão ficar loucas para usar aquelas batas largas e calça jeans com elástico na cintura, falar mansinho, e ficar imediatamente interessadas em cores pastéis. eu fiquei super feliz com minha gravidez. mas também fiquei puta porque não poderia beber nem fumar mais.

2. o amor de mãe, assim como todo e qualquer tipo de amor, começa com o encantamento, para, depois, através do convívio e da troca, se fortalecer e virar um amor profundo. quando o nenê nasce, ele não sabe quem você é, ele não olha na sua cara, ele não ri, não te chama de mamãe, enfim, não te dá nenhum feedback de que vocês se amam. além disso, ele não agradece por você estar com os peitos em carne viva e acordada durante noites a fio. assim, as mães que não sentem aquele amor materno forte, sentem-se como as criaturas mais sacanas do universo, quando, na verdade, deveriam estar se dando uma chance de conhecerem ao próprio filho. porque é isso que vocês, mães e filhos, terão que fazer: se conhecer à medida que se amam e se amarem na medida em que se conhecem.

3. as vontades da solterice maternal não desaparecem do dia para a noite. talvez não desapareçam nunca (ainda bem!). por isso, algumas vezes aquela criaturazinha vai te dar uma raivinha, porque será o motivo de você não poder encher a cara com as amigas, sair para dançar a noite toda ou fazer uma viagem rápida espontânea. essa raivinha é normal. não quer dizer que você seja má mãe, só quer dizer que a adaptação é difícil e leva um tempo.

4. mesmo os filhos planejados vão virar nossas cabeças e nossas vidas de cabeça para baixo! somos uma geração de mulheres ilimitadas, trabalhadoras, que podem farrear com menos medo de julgamento. podemos pagar nossas contas, sair sem dar satisfação a ninguém e, mesmo as casadas, têm liberdade para curtir a vida e preservar sua individualidade. bebês matam essa individualidade. ninguém mais te vê numa festa de família sem perguntar – antes mesmo de te dizer “oi” – “cadê o bebê?”. quando você está com o bebê no carro e passa pelo shopping, não vai conseguir falar “ah, vou dar uma voltinha lá”, sem pensar se está com o carrinho, se dá conta de tirar o carrinho sozinha, colocar o nenê, esperar o elevador (é, filha, escada rolante já era!) e se vai dar para passar entre as araras da Renner ou da C&A com aquele carrinho trambolhão. isso pira qualquer mulher. e lá vem a culpa. calma, se dê tempo de ficar chateada e triste. isso não é, necessariamente, depressão pós-parto, mas é sempre bom fazer terapia. e a maturidade vai fazer você aceitar isso um pouco mais e vai te dar estratégias para ter um tempo só para você.

Por enquanto, é só. Com certeza, vou complementar esse texto aos poucos. Inté.

O tédio, o relevante

outubro 27, 2009
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(por minissaia)
 
Já perceberam que quando se está entediado, ao mesmo tempo em que se quer fazer alguma coisa, nada parece te apetecer? Assim, sentir-se entediado em nada tem a ver com a falta do que fazer. Coisa para fazer, sempre tem. Mas elas sempre parecem irrelevantes, para não dizer chatas. Acho que isso acontece porque o tédio está relacionado com a ausência de motivação, não de atividades. Para acabar com o tédio não adianta começar a organizar a papelada do trabalho. Aliás, isso dá um sono…

Para se acabar com o tédio, só uma injeção de…como chama? A balinha dos depressivos? SEROTONINA!!! É isso. Estou entediada, tenho coisas para fazer, mas o que eu preciso é de uma dose de serotonina, de relevância, diversão, descontração, motivação, riso bobo, papo furado, cerveja a pampa, um pote de brigadeiro, mau-mau, show do Placebo, dormir em rede, nadar no mar, ver o pôr-do-sol, tomar banho de chuva, chorar no cinema, dançar de calcinha, gritar de susto, ouvir Billy Holliday, Nina Simone e Sarah Vaughn, comprar roupa, brincar com crianças, conversar com vó, fazer strogonoff, catar amora, jogar atari (!), entrar numa banda, “cair dentro” de um livro…

Conversar com estranhos, aprender a jogar sinuca, tomar capuccino, fumar um cigarro, parar de fumar, tomar banho de cachoeira, ir ao Trem Fantasma, zanzar sem rumo na UnB, pintar uma parede de rosa shock, tomar vaca preta, ver Sex and the City, transar no carro, pular corda, andar de bicicleta, sentar em calçada, ir trabalhar de chinelo, mandar alguém (que mereça!) se foder, pegar um caminho novo, dirigir sem engarrafamento, usar mini-saia, ser paparicada no salão, receber massagem no pé, reencontrar amigo das antigas, bisbilhotar no orkut, ver fotos de viagens, tirar fotos de besteiras, botar molho barbecue em tudo, brincar de gato mia, tomar coca light em rodízio de pizza, conversar ao pé do ouvido, guerra de travesseiro, brincar com cachorro, adotar um filhote, chamar mãe de amiga de “tia”, reclamar de velhice aos 25, ir em festa underground, fazer o inesperado, aceitar o imprevisível e viver….

Eu quero sexo!

setembro 23, 2009

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(por minissaia)
 
Meninos sensíveis, conservadores e retrógrados, tapem os olhos. Eu vou contar, agora, um dos maiores segredos do mundo dos relacionamentos: MULHERES GOSTAM DE SEXO.

‘Dã’, você me diz? Sim, meu querido, mas não do jeito que você pensa. A mulher não gosta só de sexo extremamente emotivo, aquele amorzinho devagar e gostoso. A mulher moderna está cada vez mais à vontade com a idéia do sexo porque gosta e não porque ‘é parte essencial das relações amorosas’.

Calma, este não é um post feminista radical. Eu, inclusive, não concordo com o feminismo atual que, simplesmente, quer impor outras atitudes. Feminismo, para mim, é ser livre para fazer o que quiser e, assumir as conseqüências de suas escolhas. Enfim, não estou vendendo o sexo casual, a putaria ou a promiscuidade – necessariamente – a idéia que quero passar é que uma mulher pode até querer só transar se estiver apaixonada, ela pode não querer transar no primeiro encontro, ela pode até gostar de todos aqueles rituais que ‘rudeiam’ o sexo, como flores, mãozinhas dadas, conhecer os pais. Mas, principalmente a longo prazo, as mulheres adoram se sentir desejadas, tesudas e, com todo o perdão da expressão chula, bem comidas.

Nós queremos, sim, um cara legal, bondoso, generoso, que segure nossa mão no cinema. Mas queremos que esse cara, ao chegar em casa, e nos ver de camisolinha, fique empolgado na hora, nos dê uma cheirada no cangote, nos abrace por trás, beije nosso pescoço e mande ver!

Eu já vi mulheres, especialmente as casadas, com maridos legais, bonzinhos e tal, mas que começaram a enlouquecer por falta de um sexo bom. E eu garanto: assim como os homens ficam alterados, mal humorados e desequilibrados quando passam muito tempo sem sexo, mulheres também podem sofrer muito com as seqüelas da ausência de uma vida sexual legal. Insegurança no relacionamento, desequilíbrio hormonal e até depressão são sintomas que podem acompanhar a mulher que não recebe a devida atenção sexual por parte do parceiro.

Era só isso que eu queria dizer. Na verdade, queria dizer mais a eles. Entendam que a bibliotecária de óculos, a certinha de camisa social, as mulheres ‘corretas’ e até as ‘senhoras’ também podem ser ótimas de cama. Elas sentem tesão, desejo, vontade de transar. Elas podem se conhecer bem, gostarem de explorar novos caminhos e de terem orgasmos. E, claro, um carinho e um abraço no final, nunca faz mal a ninguém

Nós, os desastrados

setembro 18, 2009

pateta_bananeira(por minissaia)

Esta semana parei para pensar nos desastrados. Eu, que sou membro deste grupo desde que me entendo por gente, acabei me acostumando com os acidentes diários. Mas, parando para analisar essa bizarra e dolorida recorrência de pequenos acidentes, penso, agora, se não existe algo de mais profundo e sinistro em nossos desastres.

Quando eu era criança, eu caía tanto, mas tanto, que minha mãe cogitou fortemente a possibilidade de me fazer usar aquelas botas ortopédicas, horrorosas, oitentistas, parecidíssimas com aquelas usadas pelo molequinho da propaganda da vacina contra poliomelite. Eu, claro, recusei até a morte. Preferia ter os pés decepados. Resultado desta infância de corrida e piques pega, bandeira, cola e esconde: o joelho de “mocinha” mais fodido que eu já vi. Todo arranhado, cheio de cicatrizes.

Passada a fase de brincar na rua, veio a adolescência depressiva. Acho que tentei – inconscientemente, é claro – me matar umas três vezes. Num ataque de raiva, dei um tapa na porta do meu quarto. Até aí, nada de mais. Não fosse, obviamente, o prego inútil enfiado na bendita porta. Dói muito enfiar a ponta de um prego na mão? Ah é, meu filho? Então tenta enfiar a cabeça, nem um pouco anatômica, do prego no fim da palma da sua mão. Sim, a centímetros míseros do seu pulso. O sangue esguinchou de um jeito que comecei a achar que os filmes de terror classe Z não estavam exagerando quando aquele jato de catchup saía.

Em outro ataque, na hora de dormir – e aqui vale explicar que eu, na época, sofria de uma insônia terrível e precisava que o quarto estivesse no mais absoluto breu – o vizinho me acende um holofote virado bem para minha janela. Se eu já não estava muito bem humorada e nem um pouco descansada, aquilo foi a micro gota d’água, mais do que suficiente, para que eu transbordasse. Fui até a sala de estar e, de frente para a porta de quadradinhos de vidro, eu bradei “- Apaga essa luz, filho da p***!!!” e bati, com as mãos fechadas em punho, na porta…DE VIDRO!! Uma das mãos atravessou um dos quadradinhos e quando eu a puxei de volta vi aquele cortezinho, desta vez, cirurgicamente localizado no pulso começando a vazar sangue. Minha raiva, meu susto e meu ceticismo foram tão absurdos que consegui, ainda, num tom horrivelmente cínico dizer “- Ótimo, e agora, ainda por cima, eu vou morrer! Mas que droga!”.

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O terceiro acidente não foi sob um ataque de raiva. Muito pelo contrário. Foi dançando, como uma doente mental. Lá vai o rock… Lá vou eu…dançando pulando…tropeçando…e atravessando uma janela. Não sofri nem um corte, mas o choro foi inevitável. Descontrolado. Parecia mesmo que eu estava tentando me machucar. Quem se odeia tanto a ponto de se machucar fisicamente daquele jeito?

Eu não sei se é um retardamento ou só falta de coordenação, mas o desastrado não pode seguir os outros. Cem pessoas podem executar um mesmo movimento. O desastrado pode seguir religiosamente todos os passos, eu te garanto, ele vai cair. Como quando eu resolvi seguir a moda das porcarias de tamanco holandês, “hippizinho”, anos 70, no segundo grau. Toda menina usava aquilo. Mas aposto que só eu caí rolando na escada da Villa Lobos na frente de quase mil, sim, MIL pessoas.

Mas se o desastrado segura sua onda…lá vem os outros!!! Sabe quando pessoas que têm medo de insetos são as primeiras a serem perseguidas por eles? Pois é. As pessoas na rua escolhem a mais desastrada para darem um esbarrãozinho que se transformará num tombo catastrófico. Foi isso que me fez pensar sobre minhas quedas. Pois num estacionamento bem grande, dois amigos resolvem brincar de pular, um no colo do outro, na direção das minhas costas. E lá fui eu!!!!! De quatro. No asfalto. Sem um dos sapatos.

Bom, não sei o que leva alguém a se tornar ou nascer um desastrado. Mas pelo menos a gente tem mais história pra contar…

O homem que queria uma calcinha velha

setembro 2, 2009

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(por minissaia)

Perdeu a virgindade ao dezesseis anos e já não via a hora de isso acontecer. Era um dos útimos moleques da vizinhança a transar e isso só fazia com que sua expectativa aumentasse a cada mês.

Foi com a gostosa da vizinha universitária, com quem fantasiava há pelo menos dois anos. Ela usava deliciosos vestidos esvoaçantes durante o verão e ele sonhava em saber o que havia por debaixo deles. Até que um dia, ela o convidou para conhecer sua casa.

De cara, a vizinha já foi colocando Billie Holiday para tocar, que ele não conhecia, e serviu duas tacinhas de vinho do Porto, que ele odiou, mas bebeu para não fazer feio. Dançando pela casa, a vizinha olhava para ele com uma cara sexy e ele sentiu, naquele momento, que ia rolar!

Foram para cama onde ele arrancou com rapidez o vestido azul marinho, apenas para ver que embaixo dele haviam duas verdadeiras obras de arte. Nunca imaginou que um sutiã pudesse ter tantos vieses, rendas, bordados e lacinhos. A calcinha igualmente decorada era, para ele, a porta do paraíso e, em sua explosão hormonal adolescente, caiu, literalmente, de boca naquela deliciosa lingerie e postou-se a tentar arrancá-la a dentadas, até que ouviu um grito:

–       Não! É La Perla!

–       É la-quê?

–        La Perla, seu idiota.  Só esse conjunto deve ser mais caro do que seu guarda-roupa inteiro!

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Conseguiu perder a virgindade, mas não como havia imaginado. Daí para frente, conheceu várias La Perlas, Agent Provocateurs e Victorias Secrets na vida. Comeu todas as donas, mas nunca conseguiu chegar ao êxtase, porque toda vez em que se soltava e tentava arrancar as malditas obras de arte, ouvia um grito da parceira.

Já quase quarentão, havia praticamente desistido de encontrar uma companheira, até que conheceu Selene. Muito boa moça, simpática, interessante, mas como se vestia bem, já pensou logo em como seria a lingerie e nem quis se empolgar muito.

Só que a moça era determinada, e estava muito encantada com ele. Daí, que foram para a cama na mesma noite, afinal, ele não perderia mais meses de seu tempo até descobrir uma lingerie chata embaixo de uma boa personalidade.

Na hora H, porém, quando ia tirar o vestido, ela segurou sua mão e disse: –Espera!

“Caraca, essa foi rápida, não deu nem para ver a calcinha ainda!” – pensou consigo mesmo. E só para ser indulgente, revirou os olhos e perguntou: – o que foi?

Selene respondeu: – estou com vergonha. Minha roupa debaixo não é lá essas coisas.

Com brilho nos olhos, ele terminou de tirar o vestido como se abrisse um presente de Natal, e com regozijo, e um sorriso inabalável viu a calcinha de algodão, cheia de moranguinhos, com um furinho no lado esquerdo, e disse: – eu te amo, Selene. Caiu de boca na calcinha e fez miséria dela e da dona.

Selene adorou.

K-I-S-S-I-N-G / caras que beijam mal

agosto 28, 2009

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(por minissaia)

As  fatídicas noites de solteira! Acabei de me lembrar de uma – daquelas que deixam saudade quando você se casa ou namora – com minhas amigas lindas, regada à música, fofoca, risos e mucho álcool, of course.

Ao final da noite dançante, com a finalidade de repor energias e fazer um balanço da noite, fizemos aquela paradinha obrigatória numa dessas lanchonetes que te engordam só de você olhar pro letreiro; onde o lema é “maionese pouca é bobagem”; onde você pede Coca-Cola Light para se convencer de que vale a pena economizar 10 Kcl no refrigerante, enquanto se come um sanduíche de 1.523.698 Kcl! O tipo de lugar que se torna mandatório depois de uma balada violenta.

Enfim, sentadinhas, com a maquiagem derretidinha, a roupa amassadinha e a escovinha desmanchadinha, mas felizes, estávamos nós, comendo nossos sandubas nada magros, conversando sobre quem pegou quem, quem paquerou quem ou quem só ficou mal-humorada com a falta de opções. É engraçado como mulheres têm a capacidade de pular de um assunto para outro na velocidade de um supersônico. Por isso, não me perguntem como fomos parar no tema seguinte. O medo de todas as solteiras na expectativa, o destruidor de sonhos, o assassino do romance: O CARA QUE BEIJA MAL.

Até aquela noite, nunca havia reparado na quantidade de categorias de beijos existente em nossa sociedade. Foi fantástico perceber que algo que era para ser, de certa forma, padronizado em termos de qualidade, conseguia variar tanto de homem para homem.

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As categorias encontradas foram:
1. O AGRESSIVO: muito comum durante a adolescência, quando os rapazes ainda não possuem total compreensão de sua língua, o agressivo já foi, para mim, a decepção em pessoa. O cara era tão gatinho, jogava basquete, era engraçado e eu, ainda por cima, era uma gordinha insegura para caramba. Fomos ao cinema com nosso grupo de amigos em comum, sentamos lado-a-lado (os homens não têm idéia do que esse ritual significa para uma adolescente! Este processo requer nervos de aço!), encostamos o bracinho…e aí, aconteceu. O que eu achava que seria um beijo, terno e/ou passional, se transformou rapidamente numa tentativa de homicídio qualificado (art. 121, § 2º, do Código Penal, incisos III e IV: por asfixia e sem chance de defesa)! Minha língua perdeu toda sua auto-estima ali mesmo. O cara a ignorou por completo e foi direto para as amídalas! Parece exagero, eu sei, e, vindo de mim, poderia mesmo ser uma dramatização, mas é sério: uma língua matou meu sonho de ter um namorado naquele momento.

2. O VAZIO: essa categoria é interessantíssima, pois, se tem uma coisa que todo mundo sabe, ou deveria saber, sobre beijo, é que ele demanda uma certa movimentação por parte da língua. Por isso, eu pergunto, senhores: o que diabos se passa na cabeça de um homem que faz da boca uma ‘toca’ para esconder a coitada? E a parte mais engraçada dessa história é o olhar que nós fazemos quando beijamos. Um olhar de “não tá faltando alguma coisa, não?”, ou, simplesmente, “oxi! Cadê??!”. Eu também já fiquei com um cara dessa categoria e eu posso afirmar: é estranho você adentrar uma boca que não manda a hostess para dar as boas-vindas. Que boca anti-social é essa?

3. O QUE SE ACHA SEXY: há por aí, também, uns carinhas que interpretaram de forma literal demais, a noção geral de que o beijo é o primeiro passo para o sexo. De fato, o beijo é a primeira arma para deixar a mulher afim. Um beijo que preste, né, meu amigo? Assim sendo, esses rapazes deveriam parar de nos beijar como se estivessem freneticamente procurando nossos clitóris, na tentativa de associarmos aquele beijo às possibilidades na cama. Hello-oooooo? Ele não está aí, não! Tá lá embaixo, meu anjo! E enquanto a sua língua fica igual um esquilo fumado de crack dentro da minha boca, procurando algo que, simplesmente, não.está.aí, eu desisto mais e mais da idéia de ir para cama com você, ouquêi???

4. O PREGUIÇOSO: extremo oposto do tipo citado acima, o preguiçoso é aquele que também te faz pensar duas ou três vezes antes de ir para cama com ele. Afinal de contas, se o desgraçado não se dá ao trabalho de mexer a porra da língua durante um beijo, imagina o que ele NÃO vai fazer na cama por você? “Ah, sobe aí, se vira, a gente se vê amanhã, tá?”. Meu filho, a língua não é um mo.lus.co, é mús.cu.lo.

5. O GULOSO: esse é hilário também. Vocês já ficaram com um cara que, não satisfeito em beijar sua boca, beija – ou melhor, lambuza – seu queixo, sua bochecha, seu nariz? Sério, você sai da ficada como se Deus (ou uma outra figura muito grande e poderosa) tivesse dado um cuspidão na sua cara! Meninos, entendam: até os gatos que tomam banho se lambendo, fazem isso por conta própria, tá? Outra pessoa lambendo sua cara toda, quando tudo o que você queria era só um beijo: NOT SEXY!

E essas foram, ladies, as mais fortes categorias dos maus beijadores. Desejo a vocês uma vida livre desses tipos. Ou, então, se vocês forem altruístas e pacientes: ensinem-os a beijar direito!!!

Começo de namoro

agosto 27, 2009

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(por minissaia)

Nada barra um começo de namoro. Por todo esse processo, desde aquela paquera inicial, passando pelo encantamento da primeira convivência, até o primeiro mês de namoro, é que vale a pena quebrar a cara e até sofrer com os finais tristes dos relacionamentos.

Pra mim, sinceramente, poucas coisas na vida são tão boas e valem tanto a pena quanto aquela acelerada no coração, quando se bate o olho em alguém e, mesmo sem nem conhecer a pessoa direito, sente-se algo de diferente.

Aquelas olhadas prolongadas, aquelas esbarradas de mão, falar no ouvido em um lugar que nem é barulhento, falar do próprio gosto, se animar com as afinidades, tudo isso é gostoso de.mais.

E as mentiras??? Ai, que delícia! Todo mundo é a melhor versão de si mesmo. Ninguém é ciumento, todo mundo gosta das mesmas coisas, mesmo que não gostem. Todo mundo é tolerante, paciente, atencioso e educado. Os homens só usam cuecas limpas e adoram as sogras, as mulheres tem cabelo naturalmente liso e adoram as sogras, e todo o visual de cada encontro é casualmente sincronizado. É como se ninguém passasse horas se produzindo para ver o outro. E o melhor de tudo é que isso nem interessa, porque quando bate a paixão, a gente só vê beleza no outro, e o tesão é incontrolável. Cada beijo é interminavelmente bom, cada toque é mais poderoso do que o outro, qualquer pegada de mão, agarrada na cintura, enfim, qualquer toque de paixão é bom demais.

Quem não sentiu saudade de alguém depois de 5 minutos separados, quem nunca teve aquele descontrole de tesão e paixão até mesmo em lugares públicos (não tô dizendo que é necessário botar o tesão em prática em lugares públicos), quem nunca categorizou os beijos (beijo gelado, beijo de chocolate, beijo disso e daquilo), quem nunca ficou feliz por simplesmente dormir abraçado a primeira vez, não sabe o que está perdendo. Isso é o melhor da vida.

É uma pena que não há paixão que segure a força do convívio e do excesso de intimidade. É até possível fazer durar mais a paixão num namoro, porque esse convívio pode ser mais controlado. Quando se mora junto, normalmente, não tem jeito. Mas aí, o legal é olhar para a pessoa e lembrar que ela, querendo ou não, é a mesma pessoa que te encantou, que te deu bilhetinhos, que fingiu que gostava da mesma banda. É a mesma pessoa pra quem você disse que não era ciumenta, pra quem você queria estar sempre linda. Você vê que, mesmo depois das brigas, da falta de grana, do excesso de convívio, das dores de barriga, da sogra, dos choros, das intimidades forçadas e até do desencanto que rola depois de certo tempo, aquela ainda é a pessoa que te faz rir, que faz um jantar de surpresa, que sabe que você ama Sex and the city, que sabe que você ama escrever, e você sabe que aquela é a pessoa que ama cozinhar e é a pessoa que ainda está disposta a acordar todos os dias do seu lado, infinitamente, enquanto durar, mesmo não gostando de Beatles e mesmo sabendo que sou ciumenta, sim.