Pega no meu Peru?

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(por saia apertadinha)

Ele tinha uma sunga goiaba. Mas não a usou para ir à praia. José Eduardo jogou um roupão branco por cima do corpo magro, colocou a touca de borracha speedo e os óculos de natação.  E assim, meio Gustavo Borges do cerrado, foi à festa a fantasia da Marcinha. Duas horas depois, estava no meu carro (mas vamos deixar essa parte para mais tarde). Dançou o bonde do tigrão abrindo sua capa de super-herói aquático “Eu quero pegar alguém”. Entre um pancadão e outro, o roupão se abria e deixava à mostra a marca na sunga deixada pelas repetidas idas ao banheiro.  Culpa da Cerveza Sol.  E a Sol aparecia! Agora já era o Zé para os mais íntimos. O Zé Gotinha!

Mesmo assim, ele foi parar no meu carro. Ele com uma garrafa na mão, eu com gosto de limão após muitos mojitos. Falamos da gripe suína, concursos públicos e, claro, no bonde do tigrão.  Ele se sentia o máximo naqueles trajes, eu escondia um pneuzinho aqui, outro ali, me virava. Carro ligado, momento da despedida. (Pesquisa recente, de alguma faculdade recente, de uma cidade recente, revela que intelectuais, punks, emos, roqueiros, engravatados, atletas, mascarados, lontras, capachos, filhinhos de papai e traumatizados dão o bote neste momento lúdico e criativo. Momento “É agora ou nunca”. Que falta de imaginação!).

Beijo molhado. Pausa para cena do beijo: Minha mão segura a nuca de silicone das cordas dos óculos de natação. A mão dele desce para um lugar onde não tenho silicone. Até aí tudo bem.  Normal! Mas, de repente, ele para, suspira profundamente, e diz:

– Loucura, loucura, loucura!

Assim mesmo, a mesma frase que o Luciano Huck fala todos os sábados na rede Globo. Volta o beijo. Para um pouquinho e mais:

–Loucura, loucura, loucura!!!!

Nesse momento, a carência feminina até puxou o senso de ridículo para uma conversa num canto bem escondido da razão, mas foi avacalhada pelo álcool. O beijo continua e a mão também. A visita ao Caldeirão só é interrompida por um cândido pedido e uma abrupta retirada do boto cor-de-rosa da sunga:

– Pega no meu peru! Vai pega, pega no meu peru! (O que aconteceram com palavras tão sonoras e gostosas como caralho, cacete, vara, geba, tora?)

Não deu, soltei uma gargalhada. Tudo bem que era festa à fantasia. Mas aquele nadador teria que afogar o ganso ou o peru bem longe dali.

Glu-glu! Beijinho, beijinho e ciao pau! Loucura, loucura, loucura!!!!

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9 Respostas to “Pega no meu Peru?”

  1. luci Says:

    AHHAAHAHAH pqp, ri muito! gostaria de saber se essas presepadas sao a serio. nao eh possivel, muito bom! hahahahaha

    . gracas a deus nenhum homem se atreveu a falar nada parecido. que brochacao. quer dizer, uma vez o namorido disse que queria “fazer amor” comigo. mas ele eu perdoo, nao dominava o portugues direito. depois eu ensinei a ele como se chama uma mulher pra cama hihihih

  2. saia apertadinha Says:

    Triste, amiga, mas verdade, claro que tem uma caracterização básica do nadador, não me lembro se a sunga era goiaba, mas o pega no meu peru e o loucura, loucura e outras palavrinhas brochantes são reias. É mole? É mole.

  3. Santa Fé Says:

    Sei que as palavras tem muita influência nessa hora, mas se o peru consistia naqueles anabolizados tipo dos de Natal…Ah!!! Não parariam por ali. Porque, pior do que a palavra peru, é vc pegar em um PINTO PEQUENO (espero que nunca tenha se deparado com um).

  4. Dri Viaro Says:

    oi, passei pra conhecer o blog e desejar boa tarde
    bjss

    aguardo sua visita 🙂

  5. Pablo Says:

    sério? sempre achei que as palavras erradas ditas na hora errada seriam muito piores que um pau, ou peru, digamos, pequeno e grosso

  6. xicrete Says:

    Sunga goiaba… ferramenta banana… me senti lendo uma receita de salada de fruta, e falando em fruta desde quando peru é fruta?
    Sei la, o texto muito legal. so coitado do luciano hulk, caiu no caldeirão sem nem ter nada com o paro, outro bicho mo meio da fruta gotinha… ou seria do zé frutinha?
    sei la.
    parabens pelo texto.
    coitado do figura, saiu sem afogar o peru, ganso, sei la!
    mas gozei (INTELECTUALMENTE) ao ler o texto
    parabens saia apertadinha
    beijos com frutose

  7. Sem Saia Says:

    Também gostaria de saber por que o “bote” fica para o último momento. Além de falta de imaginação, é uma perda de tempo danada!

  8. T-man Says:

    Passei por uma situação dessas e caí na gargalhada e também numa brochada espetacular. “Deixa eu pegar no seu peru?” – Com licença, mas, puta que pariu! Horrível esta expressão. Acho que algumas palavras precisam mesmo serem abolidas na hora duma trepada. Por exemplo: o próprio peru, perereca, bilau, pinto, aranha, vagina, pênis, clitóris, ânus, aliás, esses últimos a gente se sente como se estivesse num consultório médico. Olha, na hora da sacanagem, é pau, caralho, grelo, buceta, cu e por aí vai… vixe, fui muito desbocado?

  9. Jolie Says:

    Como alguém consegue falar uma coisa dessas e achar que está sendo sexy? Sedutor??? Não, porque uma pessoa dessas não deve nem saber o que é ser interessante… O fim mesmo. “Pega no meu peru”…acho que a melhor saída é cair na gargalhada mesmo! Vai fazer o quê?

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