Verdades do Rio

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Por saia poética/ Carla Andrade

Peneire-me com a sua voz
De um lado, prometo deixar
carcaças grávidas de idéias
Do outro, sementes
podres de ignorância.

Depois, me jogue no rio
mais transitório que existir
em uma manhã de pálpebras entreabertas.
Deixe fluir os pés fincados das minhas lembranças.

Aí, com ternura, observe como a água
arrasta os galhos da minha perseverança.
Corra para a outra margem
e veja a minha bóia de sonhos e sua dança.

Quando eu parar em alguma pedra safada,
com síndrome de julgamento,
sopre, sem pressa,
os calos dos meus pensamentos.

O que quero é simples.
Caminhar de mãos dadas na
varanda da vida, em direção ao mar.

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2 Respostas para “Verdades do Rio”

  1. marina Disse:

    “Quando eu parar em alguma pedra safada,
    com síndrome de julgamento,
    sopre, sem pressa,
    os calos dos meus pensamentos.”

    Do seus, dos meus, dos nossos pensamentos.

    Achei lindo….

  2. major tom Disse:

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